Nove Plantas do Desejo e a Flor de Estufa :. Margot Berwin

NOVE PLANTAS DO DESEJO E A FLOR DE ESTUFA
MARGOT BERWIN
Intrínseca

Quando recebi esse livro da Editora Intrínseca nunca pensei que ia passar horas de puro entrenimento. A primeira vez que deparei com a capa, a impressão que tive foi que era um livro de jardinagem, mas foi um ledo engano. Apesar de abordar as plantas de uma forma divertida e diferenciada, esse livro me conquistou definitivamente desde a primeira página, porque a história é deliciosa, cuja personagem tem as suas manias e suas neuroses como todos nós, meros mortais.

Sempre fui apaixonada por plantas de todas as espécies, espcialmente as violetas, rosas e orquídeas. Sempre tive um jardim repleto de samambaias, folhagens, roseiras, enfim... não vou me aprofundar muito. Vamos ao que interessa. (risos).

Lila,
que reside num conjugado reformado em Nova York, conheceu seu marido no trabalho. Ele era bonito, inteligente, bem-sucedido, mas com um pequeno porém, bebia como um gambá e queria um monte de filhos, o que ela não queria. Enfim, seu casamento foi complexo demais e decidiram divorciar-se. Seu melhor amigo e confidente, Kodiak Starr, surfista e filósofo, que usava gírias e fazia meditação, apoiou-a muito nesse momento conturbado de sua vida.

Recuperando-se do divórcio extremamente doloroso, Lila descobre que sua vida é igual à sua casa: comum, nova e vazia, ou seja, impessoal, até que conhece o vendedor David Exley, um homem rústico, charmoso, de cabelo louro escorrido e um bronzeado de quem leva uma vida ao ar livre, e seu mundo floresce abrindo novos horizontes. É aí que começa seu interesse por plantas tropicais.

Um dia, Lila depara-se com uma cena que a deixa nauseada e tortura-se com isso.

Por que a vida era sempre cheia de coisas que a gente planejava de uma forma e que na prática aconteciam de um jeito totalmente diferente? Eu me perguntava se a vida de todo o mundo era assim, ou só a minha.

Pág. 27

Devido a esse sentimento, ela decide sair daquele ambiente e depara-se com uma lavanderia muito estranha, repleta de plantas, até que uma delas chama sua atenção e acaba vendo Armand, um senhor alto, de 110 Kg, usando calça cargo verdes, óculos escuros à John Lennon e camiseta, totalmernte psicodélico, porque era um guru da área, onde a Laundromat lembrava uma selva onde tivessem jogado fora algumas máquinas de lavar, ou talvez uma lavanderia na qual tivesse crescido uma selva com borboletas, pássaros, mariposas, uma gata, abelhas e todos os tipos de insetos. Armand guarda nove plantas do desejo no quarto dos fundos.

Tenho de dizer que é muito fácil gostar de plantas quando elas são saudáveis. Elas não podem ir embora se as coisas não estão perfeitamente em ordem; não ouvem música ruim; não fazem sons esquisitos nem se vestem mal. De certo modo, limitam-se a ficar ali plantadas, lindas e se dando bem com a vida, como modelos. E eu as achava imensamente agradáveis.

Pág. 43

Aos 32 anos, Lila, que é redatora publicitária e delicada como uma rocha, gostaria de viver grandes aventuras, apaixonar-se, enriquecer, mas nunca fez isso por falta de tempo e dinheiro. (Alguém se identifica?!).

Ao conhecer David e Armand, ela se dá conta de que seu destino fosse trabalhar em algo mais romântico, porque não nasceu para ser publicitária. Ela queria negociar plantas tropicais raras, porque
segundo o mito, a pessoa que possuir as nove plantas terá tudo o que deseja na vida, porque são lendárias e estão no caminho do desejo do coração, além de trazer fama, fortuna, imortalidade e paixão.

- Suas raízes são seu problema. Elas a prendem e impedem de crescer. As plantas precisam de raízes porque não podem se locomover. As raízes são úteis para elas, impedem que o vento as derrube. Nós, humanos, podemos nos deslocar quando queremos, mas nossas raízes nos prendem, sem necessidade. Em geral, num lugar em que não queremos estar. Depois, quando tentamos sair dali, precisamos romper com as raízes, e isso dói, então acabamos ficando onde estamos.

Pág. 64

Lila sempre envolveu-se com caras errados, sempre metendo os pés pelas mãos e por causa dessa ingenuidade acaba cometendo um erro terrível por conta da sua ganância, pelo seu desespero por um homem que lhe tirou a capacidade de julgar o seu caráter. Devido a essa situação assustadora, ela é obrigada a reparar esse erro viajando para o México em busca do prejuízo.

Identifiquei-me com essa dica que Kody deu à Lila:

- É sempre bom estar prevenido, (...). (...): quanto mais a gente souber sobre o mundo natural, sobre tudo o que não se vê, sobre o que acontece embaixo e no interior das coisas, tanto melhor. Porque, ao chegar lá, por mais que se pense que sabe tudo, perceberá que não está bem-preparado: a natureza é um terror. (...).

Pág. 103

Das esquinas opressivas de Manhattan, Lila vai embrenhar-se nas luxuriantes florestas tropicais da peninsula de Yucatán e descobrir um mundo novo repleto de xamãs e seres "encantadores" que habitam esse universo exótico, além de nativos sensuais, onde ela viajará além das fronteiras da sua zona de conforto, porque é obrigada a aprender a se autoconhecer e resgatar o que lhe pertencia, entre eles o amor, encontrando o que realmente quer em uma viagem em um mundo excitante, repleto de mistério, aventura, traição, ganância, perigos insondáveis enfrentando todos os dissabores possíveis. E, é claro, não podia faltar romance, magia e plantas raras.

Algumas dessas situações fizeram-me perder o sono e ter uma boa dose de pesadelos. Já vi que não nasci para viver nesse mundo! Lila foi extremamente corajosa! (risos).

Adorei diversos personagens secundários, entre eles:

- Diego: Um nativo sensual, que fala inglês com sotaque espanhol e filho de uma xamã.
- Sonali: esposa de Armand e aficcionada por orquídeas.

Além de divertir-me muito com as peripécias de Lila, gostei das informações sobre os diversos tipos de animais (sempre fui fascinada por um deles. Só posso dizer que é felino.), plantas (que desconhecia a maioria das informações. O mais engraçado é a alusão que a autora faz com as plantas como se fossem seres humanos.), e até veio a calhar uma receita de como fazer chocolate. (As chocólatras irão amar! Mas é tão complicado o processo... risos).

Depois de falar sobre tudo isso, não me resta outra alternativa a não ser dizer: "Nove Plantas do Desejo e a Flor de Estufa" está mais do que recomendado!

10 comentários:

  1. Eu já li e gostei do livro. É uma história bem psicodélica. Possui seus momentos engraçados e seus momentos angustiantes. Entendo bem seus pesadelos. kkkkk

    Achei um livro super diferente e marcante.

    bjokas

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  2. Adorei sua resenha, agora eu quero, kkkk
    Também achava que se tratava de um livro sobre plantas, kkk
    Capas às vezes enganam.
    O mote é muito interessante e me agrada muito, anotado.

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  3. Carlinhaaaa hauahuaha
    Esse livro entrou pra minha lista de super divertidos! Os surtos, apertos e loucuras da Lila são demais!
    E a receita de chocolate, bem... é a cereja do bolo! XD

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  4. Oi Carla!
    Ótima resenha, mas esse livro não me chamou atenção. rsrs
    Bjs

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  5. Louca pra ler esse livro, deve ser muuuuito bom.
    Adorei aqui.

    s2

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  6. Ahhh adorei esse livro, horas de divertimento garantida e foi tão natural e intenso... tipo quero uma continuação...rs

    Andy_Mon Petit Poison

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  7. Adorei essa resenha!!! E tenhoq ue dizer que vou maldade pura... afinal de contas, agora estou ainda mais doida para ler o livro >.< e não o tenho :( heheheh

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  8. Carlinha,

    Nenhuma editora tem titulos tao pitorescos como a Intrinseca..hehehe

    Nada é o que parece, mas todos são bons...

    =)

    Eu achava, como todos as demais, que o livro falava de jardinagem...

    Bom saber que é mto mais que isso.

    Bjos,

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  9. Eu acho a capa desse livro tão diferente. Parece ser muito legal. Gostei muito da tua resenha flor.
    www.coffieandmovies.com.br
    "Não deixe de acessar e conferir as novidades."

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  10. Eu gostei bastante desse livro.
    Achei tão diferente do que tenho lido ultimamente. *-*
    Beijo.

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