Comprometida :. Elizabeth Gilbert


COMPROMETIDA
ELIZABETH GILBERT

Título Original - Committed: a Skeptic Makes Peace with Marriage

Entre as mulheres hmong, na Ásia, não existe a ilusão de que seus maridos serão a fonte principal da felicidade. Até 1215, para duas pessoas casarem na Europa, bastava que fossem adultas e trocassem votos em voz alta e por vontade própria. O casamento romântico, com vestido branco e véu, é uma novidade criada pela rainha Vitória em 1840.

O que é o casamento hoje, por que nos atrai, e como podemos fazer as pazes com essa instituição conturbada e vital?

Clique aqui e leia o primeiro capítulo do livro, disponível no site da Editora Objetiva.

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Primeiramente, quero agradecer à Editora Objetiva por ter cedido esse exemplar e me concedido a honra de conhecer mais essa obra inesquecível, que me proporcionou uma leitura profundamente divertida e apaixonante!

Recomendo!

Para quem não sabe, Comprometida é a continuação do livro Comer, Rezar, Amar, da autora Elizabeth Gilbert. Ambos lançados pela Editora Objetiva.

No decorrer da leitura, parecia que eu estava lendo mais um chick-lit do que um livro de autoajuda. Foi uma leitura extremamente prazerosa, divertida e também de muita informação e reflexão.

No livro anterior, Comer, Rezar, Amar, que li no início desse ano - Para saber o que achei dele e sobre o filme que estreia ainda esse ano, clique aqui! -, que é uma crônica bastante emocional pela busca de uma mulher divorciada por sua natureza autêntica, independente e feliz pela cura psicoespiritual, aventurei-me na história da viagem que a autora fez pelo mundo, sozinha, depois de um divórcio horrível. Infeliz, ela deixou tudo pra trás e decidiu viajar durante um ano para um momento de introspecção. E, no final dele, quando menos esperava, Liz conheceu o brasileiro de passaporte australiano que morava na Indonésia, Felipe, 17 anos mais velho do que ela, um cavalheiro gentil e afetuoso. Liz conta como apaixonou-se por ele, já que ambos sentiram-se atraídos um pelo outro e, mais tarde, isso transformou-se em amor. Depois de mudar para os Estados Unidos, o casal jurou fidelidade eterna, mas também jurou jamais se casar, sob qualquer circunstância. Ambos haviam sobrevivido a divórcios traumáticos, e essa experiência os deixara exauridos, perturbados e com firmes desconfianças diante das alegrias do sagrado matrimônio.

Mas o destino costuma pregar peças e, muitas vezes, acaba sendo implacável.

Liz e Felipe costumam viajar muito em decorrência de suas profissões. Ela, por ser escritora; ele, por ser joalheiro e importador de pedras preciosas. Um dia, quando chegavam de uma viagem, um oficial de imigração do governo norte-americano deteve-os, e lhes deu uma escolha: ou se casavam, ou Felipe nunca mais entraria nos EUA.

Essa parte foi desesperadora e emocionei-me muito ao ver a aflição e o desespero dos dois.

- Obrigado por entrar na minha vida. Agora não importa o que acontecer, não importa o que você fizer, saiba que me deu os dois anos mais alegres que já tive e que nunca esquecerei você.

~ Pág. 30 ~

Condenada a se casar, Liz decidiu enfrentar o pavor do matrimônio por meio de uma pesquisa pessoal sobre a instituição do casamento. Durante os dez meses seguintes, enquanto os dois vagavam pelo sudeste asiático, esperando que o governo norte-americano os deixasse voltar ao país e se casar, este assunto foi sua obsessão.

"Enquanto viajava com Felipe num estado de exílio sem raízes e trabalhava como louca para levá-lo de volta aos Estados Unidos para que nos casássemos em segurança, a única coisa em que pensei, a única coisa que li e quase a única coisa de que falei com alguém foi o assunto desconcertante do matrimônio."

Tinha esperança de que todo esse estudo mitigasse a minha profunda aversão ao casamento. Não sabia direito se isso aconteceria, mas seja como for, no passado a minha experiência sempre foi esta: quanto mais aprendia sobre alguma coisa, menos ela me assustava. (...) Mais do que tudo, o que eu queria era dar um jeito de aceitar o casamento com Felipe quando o grande dia chegasse, (...). (...), mas achei que seria um toque legal me sentir feliz no dia do meu casamento. Feliz e consciente, quero dizer.

~ Pág. 34 ~

No decorrer da leitura, umas das coisas mais divertidas e, muitas vezes, emocionantes, era quando Liz discorria sobre a história de seus amigos, familiares, do Felipe e das pessoas que ela conhecera durante suas viagens ao redor do mundo. Essas histórias eram fascinantes e deu uma dimensão do que era os anos 50 e 60 até os dias atuais. Gente, descobri até como foi criado o vestido de noiva que hoje é usado no casamento tradicional!!! Assimilei tanta informação e achei isso muito válido! São informações assim que acaba nos divertindo e, ao mesmo tempo, sendo úteis para nossa mente privilegiada e ávida por conhecimento!

Uma coisa que achei engraçada, foi quando ela disse que sentia-se mais à vontade em um sebo do que casando-se. Alguém identificou-se com isso?! (risos).

Adorei ver a forma como algumas pessoas que viviam em situações tão precárias eram felizes! E pensar que nós reclamamos por tudo e por coisas tão banais!

Uma crônica divertida e, ao mesmo tempo, reflexiva e cheia de compaixão, que traz diversos questionamentos sobre o amor, a paixão, a fidelidade, a compatibilidade de gênios, a família, o divórcio, as questões sócio-históricas e econômicas e a responsabilidade.

Por isso, garanto que a história de Comprometida é bem humorada, inteligente e repleta de compaixão, penetrando nos cantos mais obscuros da união sagrada.

(...) Todo mundo se apaixona pelos aspectos mais perfeitos da personalidade do outro. Quem não se apaixonaria? Todo mundo consegue amar as partes maravilhosas do outro. Mas isso não é ser esperto. O truque esperto é o seguinte: dá pra aceitar os defeitos? Dá pra olhar francamente os defeitos do parceiro e dizer: "Isso, dá para contornar. Dá para ganhar alguma coisa? Porque o que é bom estará sempre ali e sempre será bonito e brilhante, mas o lixo que está por trás pode acabar com a gente."

~ Pág. 116 ~

Quando menos espera, ela acaba fazendo as pazes com o casamento. Através disso, a autora completamente apaixonada acaba desfazendo os medos e desmitificando os mitos que as pessoas sentem em relação a essa instituição, onde constrói uma perspectiva histórica e troca, enfim, fantasias românticas por vitais compromissos emocionais. Assim, o livro torna-se uma celebração do amor - com toda a complexidade e as consequências que o amor verdadeiro, sem ilusões, sempre acarretará.

Assista abaixo ao booktrailer do livro, que achei maravilhoso:



Só para concluir esse post, achei a capa brasileira linda!!!

Clique aqui para mais informações sobre a autora e seus outros livros.

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Em outro post, tenho uma mega surpresa para vocês!

Ficaram curiosos?!

Corram para descobrir, clicando aqui!

Vocês vão amar!!!

12 comentários:

  1. Nossa, eu já ouvi tanto sobre esse livro, mas não tinha nem lido a sinopse.
    Adorei conhecer mais por aqui.
    Bjus
    P.S: Curiosa com a mega surpresa rs

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  2. Caramba! Esse livro deve ser muito bom mesmo, Carla! Não li Comer, Rezar, Amar, infelizmente. Mas a sinopse deste é muito bonita. Os trechos citados por você também são maravilhosos!
    Adorei a resenha!
    Beijos,
    Náh

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  3. Não faz o meu estilo mas achei maravilhosa a sinopse.

    Beijos

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  4. Parece ser tão bom :D Gostei da resenha
    :*

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  5. Oi, Nanda!

    Sério?! Que ótimo!
    Fico muito feliz!
    Já lancei a surpresa, você vai amar!

    Beijos.

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  6. Oi, Náh.

    Você precisa ler, Náh.
    Os dois são ótimos, mas esse superou o primeiro.
    Fico feliz que gostou.

    Beijos.

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  7. Olá, apaixonadaporromances.com.br

    Apesar de não curtir muito alguns gêneros, sempre estou aberta a correr riscos e, com isso, acabo surpreendendo.

    E, com os livros dessa autora, não foi diferente, porque foi uma grata e maravilhosa surpresa, desde que li o 'Comer, Rezar, Amar', em janeiro desse ano.

    Quando foi lançado o segundo, vibrei! Porque queria saber o que aconteceu com a Liz e o Felipe!

    Vale a pena!

    Beijos.

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  8. Olá, Iris.

    Ele é excelente! Recomendo!

    Beijos.

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  9. Ei Carla,

    Eu nunca li o primeiro pq me falaram que era auto-ajuda e acho um porre rsrs. Mas depois de vcs falarem tão bem (vc, alê, luka rs) estou mudando de idéia hehe

    bjoo

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  10. Carla, sua resenha icou muito boa.
    Confesso que o primeiro dessa série não me atrai, mas esse parece ser muito bom, gostei bastante.
    Espero ter a oportunidade de ler esse e gostar né?
    kkk.
    beijos.

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  11. Carlinha, eu sempre escuto suas opiniões... concordo com a maioria... me empolgo com as duas resenhas...
    Mas auto-ajuda, num sei não hauhauha
    Talvez se eu pensar nele como chick-lit a coisa flua... rsrs

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  12. Carla,
    Liz é demais não é ?!
    Ele escreveu um mix sobre a história do casamento e os problemas dela . Estamos conhecendo a sua história e aprendendo muito com a pesquisa também.
    Adorei.
    Parabéns pela resenha !
    Bjs
    Luka.

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