TUDO PODE MUDAR
JONATHAN TROPPER
Arqueiro
Este livro, cujo original em inglês intitula-se Everything Changes, de apenas 288 páginas, é o primeiro livro do autor que leio, onde você que já se perguntou: “Por que tudo dá errado na minha vida pessoal ou profissional?” se verá no lugar do personagem principal que narra seu cotidiano e como faz para driblar os percalços diários.
Zachary King tem um enorme coração. Passou a vida toda cuidando de seus irmãos e nem se dá conta da força e do amor que possui. Acha que precisa se esforçar para conseguir o que quer, porque nada para ele vem fácil.
Aos 32 anos, levava uma vida feliz e estável ao lado de sua noiva Hope, uma jovem de família abastada, inteligente, resoluta e sensual que avalia pinturas do século XIX para serem leiloadas, como também obcecada em sua inalcançável corrida atrás de seus objetivos.
Morava de favor no apartamento luxuoso do amigo Jed, um playboy imbecil, desempregado, excêntrico e milionário, viciado em assistir televisão (me veio à mente o filme You, Me and Dupree, mais conhecido aqui como Dois é Bom. Três é Demais). Eles ainda não superaram a perda do melhor amigo Rael, que deixou a esposa Tamara e a filha Sophie de dez meses, com uma hipoteca e muitas dívidas. Ela é uma mulher inteligente, generosa, forte, vulnerável e solitária que tem medo de não conseguir dar conta do recado e de não ser uma boa mãe, além de ser obcecada com desgraça. E, como se não bastasse, nutre em comum com Zack, o amigo que sempre zelou e apoiou em todos os momentos, um sentimento complicado e platônico, que beira a obsessão, porque o amor delas por ele é puro, pleno e descomplicado. Em respeito à noiva não quer magoá-la com sua infidelidade, mas isso são outros quinhentos. [risos].
Sempre teve uma vida acomodada, pacata e conservadora, portanto, com o Murphy em seu encalço, tudo desmorona quando encontra sangue em sua urina e passa por uma crise existencial porque está obcecado com o fato de que pode estar com câncer e, como se não bastasse o seu problema de saúde, ainda tem que aturar o retorno de Norm, seu pai arrogante, irresponsável, excêntrico e viciado em Viagra, que abandonou a família há mais de vinte anos, do qual guarda amarguras e ressentimentos, porque ele quer reparar os erros do passado abalando ainda mais a desestruturada família que ainda guarda muito rancor.
Sua ausência foi um divisor de águas, porque destruiu a família e desapareceu sem ninguém saber do seu paradeiro, deixando-os completamente perdidos. Como o filho mais velho, Zack acabou substituindo o pai inútil provendo os irmãos (Matt, um roqueiro rebelde, que vive se autodestruindo com vícios e dívidas, além de acreditar ser o centro do universo e ter um ódio absoluto do pai; e o doce e ingênuo Pete, um deficiente mental) e tirando o peso dos ombros de Lela, a mãe amargurada e mártir complexada, que passou anos sofrendo com as traições do marido e acabou com a sua reputação.
Zack passou toda a vida determinado a não ser como o seu pai, o que acabou moldando a sua personalidade. Reluta em perdoá-lo, por conta das feridas profundas que este deixou, mas acaba sendo influenciado pela sua má conduta e comportamento, o que torna sua vida um verdadeiro inferno.
A partir daí, reavalia suas escolhas, porque está insatisfeito com o emprego estressante e medíocre, já que é o intermediário e o "saco de pancadas", porque sofre pressão de todos os lados, cujos problemas sempre recaem em seus ombros.Quem nunca passou por isso e teve vontade de jogar tudo para o alto?
Com todos esses problemas, começa a perceber o quanto a vida é frágil e fica fora de controle ao ponto de ter um colapso nervoso. Em sua ânsia de não ser igual ao pai, esquece-se de si mesmo por medo de decepcionar as pessoas, por isso toma uma resolução drástica e sua vida fica caótica.
Será que ele levará seu noivado adiante, mesmo com a possibilidade de morte iminente, e perdoará o pai?
Só que, em meio a trancos e barrancos, surge uma bomba que abalará ainda mais a estrutura familiar dos King. Será que tudo pode mudar para melhor ou pior?
Entre emoções conflitantes e conturbadas, vivenciamos um redemoinho de armadilhas e reviravoltas do destino em situações extremas, intensas, constrangedoras e hilariantes impostas pelo destino em uma história de amor, perdão e recomeço.
O livro mostra algumas mensagens subentendidas nas entrelinhas que, por mais tropeços e amarguras que a vida lhe impõe, você ainda pode ser uma pessoa forte, de caráter e servir de inspiração para alguém.
A leitura fluiu facilmente com sua linguagem leve e coloquial, que faz com que nos identifiquemos com as situações vividas pelos personagens, onde você vê em cada um deles alguém conhecido. O final foi inesperadamente surpreendente, mas previsível! Mesmo assim fiquei um pouco frustrada, porque esperava mais e senti que ficou faltando algo.
Quanto à diagramação e revisão não tenho nada a declarar, porque está impecável. E não é o primeiro livro da editora que leio que se destaca nesse quesito e, ainda mais, com preços acessíveis a todos os leitores, que só tem a agradecer o cuidado e a dedicação com o produto final.
Apesar do drama, recomendo este livro para quem quer uma leitura leve, descontraída e sem pretensões em um enredo que relata o cotidiano e as confusões amorosas sob uma perspectiva masculina.
JONATHAN TROPPER
Arqueiro
Este livro, cujo original em inglês intitula-se Everything Changes, de apenas 288 páginas, é o primeiro livro do autor que leio, onde você que já se perguntou: “Por que tudo dá errado na minha vida pessoal ou profissional?” se verá no lugar do personagem principal que narra seu cotidiano e como faz para driblar os percalços diários.
Zachary King tem um enorme coração. Passou a vida toda cuidando de seus irmãos e nem se dá conta da força e do amor que possui. Acha que precisa se esforçar para conseguir o que quer, porque nada para ele vem fácil.
Aos 32 anos, levava uma vida feliz e estável ao lado de sua noiva Hope, uma jovem de família abastada, inteligente, resoluta e sensual que avalia pinturas do século XIX para serem leiloadas, como também obcecada em sua inalcançável corrida atrás de seus objetivos.
Morava de favor no apartamento luxuoso do amigo Jed, um playboy imbecil, desempregado, excêntrico e milionário, viciado em assistir televisão (me veio à mente o filme You, Me and Dupree, mais conhecido aqui como Dois é Bom. Três é Demais). Eles ainda não superaram a perda do melhor amigo Rael, que deixou a esposa Tamara e a filha Sophie de dez meses, com uma hipoteca e muitas dívidas. Ela é uma mulher inteligente, generosa, forte, vulnerável e solitária que tem medo de não conseguir dar conta do recado e de não ser uma boa mãe, além de ser obcecada com desgraça. E, como se não bastasse, nutre em comum com Zack, o amigo que sempre zelou e apoiou em todos os momentos, um sentimento complicado e platônico, que beira a obsessão, porque o amor delas por ele é puro, pleno e descomplicado. Em respeito à noiva não quer magoá-la com sua infidelidade, mas isso são outros quinhentos. [risos].
[...], algo mudou e ela se tornou irresistivelmente linda em sua dor silenciosa, na maneira valente como abraçou a recente solidão, na aquiescência serena à trágica condição de sua vida [...].Pág. 41
Sempre teve uma vida acomodada, pacata e conservadora, portanto, com o Murphy em seu encalço, tudo desmorona quando encontra sangue em sua urina e passa por uma crise existencial porque está obcecado com o fato de que pode estar com câncer e, como se não bastasse o seu problema de saúde, ainda tem que aturar o retorno de Norm, seu pai arrogante, irresponsável, excêntrico e viciado em Viagra, que abandonou a família há mais de vinte anos, do qual guarda amarguras e ressentimentos, porque ele quer reparar os erros do passado abalando ainda mais a desestruturada família que ainda guarda muito rancor.
- Ele é como um caldo de carne. Só tem gosto e gordura. Não tem substância. Não espere nada. Aí você poderá gostar dele sem permitir que ele o machuque tantas e tantas vezes.Pág. 67
- Às vezes é preciso um cego para ajudar uma pessoa a enxergar.
Pág. 186
Zack passou toda a vida determinado a não ser como o seu pai, o que acabou moldando a sua personalidade. Reluta em perdoá-lo, por conta das feridas profundas que este deixou, mas acaba sendo influenciado pela sua má conduta e comportamento, o que torna sua vida um verdadeiro inferno.
- Você não deu a menor bola para mim durante todos esses anos. Você não acha que é muita presunção de sua parte aparecer do nada e achar que vou lhe contar detalhes da minha vida?
Pág. 123
A partir daí, reavalia suas escolhas, porque está insatisfeito com o emprego estressante e medíocre, já que é o intermediário e o "saco de pancadas", porque sofre pressão de todos os lados, cujos problemas sempre recaem em seus ombros.
- [...] você nunca se cansa de se abaixar para os Craig Hodges da vida? Você criou toda esta rede de sistemas, praticamente nos mergulhou num mar de sistemas, todos projetados para garantir que isso nunca aconteça. Então, para que serve tudo isso se temos que engolir todos os sapos quando a culpa é dos outros?
Pág. 97
- [...]. Estou cheio de ficar puxando o saco de gente ignorante, uns preguiçosos que ficam o dia inteiro escrevendo, cansado de abrir mão de todas as regras e pagar pela indolência e incompetência dos outros, tudo isso só para fazer a maldita venda. Quando é que estar certo passou a não valer nada e estar errado passou a ser irrelevante? [...]. Posso não ser muito mais do que um intermediário, mas, que droga, sou um intermediário profissional e tem que haver algum grau de dignidade e justiça nisso!
Pág. 98
Com todos esses problemas, começa a perceber o quanto a vida é frágil e fica fora de controle ao ponto de ter um colapso nervoso. Em sua ânsia de não ser igual ao pai, esquece-se de si mesmo por medo de decepcionar as pessoas, por isso toma uma resolução drástica e sua vida fica caótica.
Será que ele levará seu noivado adiante, mesmo com a possibilidade de morte iminente, e perdoará o pai?
- Estou cansado de ter um plano. Planejei a minha vida inteira até agora e não deu certo. Só quero me sentar e respirar um minuto, descobrir quem eu sou.Pág. 206
Só que, em meio a trancos e barrancos, surge uma bomba que abalará ainda mais a estrutura familiar dos King. Será que tudo pode mudar para melhor ou pior?
- [...]. Há decisões a serem tomadas, mas você ainda não as tomou. Você tem a oportunidade, coisa que eu não aproveitei, de fazer o que estiver ao seu alcance para olhar para dentro de si mesmo, quer dizer, olhar para o seu coração e tomar a decisão certa.
Pág. 125
Entre emoções conflitantes e conturbadas, vivenciamos um redemoinho de armadilhas e reviravoltas do destino em situações extremas, intensas, constrangedoras e hilariantes impostas pelo destino em uma história de amor, perdão e recomeço.
O livro mostra algumas mensagens subentendidas nas entrelinhas que, por mais tropeços e amarguras que a vida lhe impõe, você ainda pode ser uma pessoa forte, de caráter e servir de inspiração para alguém.
[...] o amor não é o ponto de chegada. É só o ponto de partida de uma jornada longa e muitas vezes arriscada [...].
Pág. 221
A leitura fluiu facilmente com sua linguagem leve e coloquial, que faz com que nos identifiquemos com as situações vividas pelos personagens, onde você vê em cada um deles alguém conhecido. O final foi inesperadamente surpreendente, mas previsível! Mesmo assim fiquei um pouco frustrada, porque esperava mais e senti que ficou faltando algo.
Quanto à diagramação e revisão não tenho nada a declarar, porque está impecável. E não é o primeiro livro da editora que leio que se destaca nesse quesito e, ainda mais, com preços acessíveis a todos os leitores, que só tem a agradecer o cuidado e a dedicação com o produto final.
Apesar do drama, recomendo este livro para quem quer uma leitura leve, descontraída e sem pretensões em um enredo que relata o cotidiano e as confusões amorosas sob uma perspectiva masculina.













