Minha Vida Agora - Meg Rosoff

MINHA VIDA AGORA
MEG ROSOFF

Galera Record


Este livro (How I live now, com 176 páginas) foi uma grata surpresa porque não dava nada pelo enredo, como explicarei mais abaixo.

Seria muito mais fácil contar essa história se fosse tudo sobre um amor casto e perfeito entre Duas Crianças Contra o Mundo Em Um Momento Extremo da História.
Pág. 49

Elizabeth, mais conhecida por Daisy, é uma jovem sem graça que gosta de passar despercebida, mas carrega uma força dentro de si que desconhece.

Aos 15 anos, trava inúmeras batalhas pessoais quando sua mãe se tornou a “ovelha negra” da família quando casou com seu pai. Órfã desde o nascimento sente-se indignada pelo fato da madrasta malvada e conspiradora usurpar seu pai com uma gravidez e mandou-a embora devido aos seus caprichos cruéis e suas maquinações malignas.

O mundo está em crise devido a uma guerra iminente e, a partir daí, sua vida muda drasticamente quando embarca na Inglaterra para ficar com seus primos excêntricos, que conhece apenas por fotos.

Acaba se apaixonando pelo franco Edmond que, assim como seus irmãos Isaac, Osbert e Piper, têm poderes paranormais.
Residem no campo em meio aos animais e refugiam-se uns nos outros, já que Penn, sua tia materna, luta pela paz e os deixa sob a responsabilidade de Osbert.

Levavam uma vida feliz e solitária até que se veem obrigados a deixar a casa que residem e, com a guerra eclodindo, há uma escassez de alimentos e medicamentos além do fato dos mortos, tanto animais quanto humanos, se tornarem
problemas públicos gravíssimos de saúde.

Eu não sabia se a comida estava envenenada. Eu não sabia se íamos pegar uma infecção e morrer. Eu não sabia se uma bomba ia cair em cima de nós.  [...] Eu não sabia se íamos ser feitos prisioneiros, torturados, assassinados, estuprados, forçados a confessar ou dar informações sobre nossos amigos.
Pág. 56

Queria entender como Edmond sabia o que pensava, mas era inútil.
Confiava que algo mágico os manteria a salvo, mas tudo era muito frágil demais. Começa a sentir-se responsável pela felicidade e segurança dessas crianças desajustadas e tinha medo de que fossem capturadas ou corrompidas.

Se você nunca esteve em uma guerra e está imaginando quanto tempo leva para se acostumar a perder tudo que você acha que precisa e ama, posso lhe dizer que a resposta é nenhum.
Pág. 104

Em meio a um futuro incerto surge o amor, o desejo e a importância da amizade. Apesar das marcas profundas deixadas pela guerra, há forças capazes de mudar o destino, porque não há nada como a teimosia, a ignorância e o amor para te salvar de uma catástrofe.


Como você pode amar alguém mais do que a si mesmo e qualquer preocupação sobre ficar presa no meio de uma guerra e acabar morta foi transferida para a preocupação em mantê-los vivos.
Pág. 78

O livro é dividido em duas partes e narrado em primeira pessoa sob a perspectiva de Daisy,
que será adaptado para o cinema.

Sabe quando você começa a ler sem nenhuma pretensão e, ao longo da narrativa, tudo muda sutilmente deixando o enredo visceral e dilacerante?

Foi exatamente o que aconteceu com esse livro que, à primeira vista, me enganou pela capa, o que me fez pensar que era um livro infantil e pelo fato do enredo a princípio ser meio vago. Muito pelo contrário! Foi um ledo engano devido a um final inesperado quando senti que não havia mais esperança.

Não sei por que os livros que possuem essa temática como pano de fundo sempre mexem com as minhas emoções, como foi o caso de “O Menino do Pijama Listrado”, do John Boyne, que assim como este foi comovente e singelo.

Apesar de desaprovar várias atitudes e situações vívidas pelos personagens, este livro franco e, ao mesmo tempo, irônico me tocou profundamente. Apesar de trazer alguns momentos ternos, ele é triste e emocionante, mas traz uma esperança para aqueles que perderam a fé no destino.

Não é uma leitura que agradará a todos, mas garanto que tocará o coração do leitor que, assim como eu, ficar descrente no decorrer da leitura.

6 comentários:

  1. Oi Carlinha!

    Confesso que pegaria o livro imaginando que era um enredo, só pela capa o.O

    Pelas suas palavras, nota-se que o livro é tocante, e aredito que vou gostar da história kkk

    bjs!

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    1. Oi, Carla.

      Este livro é daqueles que enganam pela capa.

      A história é tão tocante quanto "O Menino do Pijama Listrado", do John Boyne.

      É um livro daqueles que marcam.

      Beijos.

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  2. Oi Carla,

    Achei a capa desse livro tão fofa, e por isso não esperava essa história... parece ser um livro tocante...

    beijos,

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    Respostas
    1. Oi, Débora.

      A capa engana mesmo, mas é fofa mesmo.

      A história é daquelas que marcam profundamente.

      Beijos.

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  3. Oi, Carla!
    Eu gostei muito da história e da sua resenha.
    Fiquei interessada na leitura.
    Pelo que você escreveu ele realmente parece enganar. *-*

    http://grilsandbooks.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Déborah.
      Engana mesmo, mas a trama é tocante e daquelas inolvidáveis.
      Beijos.

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