UM CORAÇÃO CHEIO DE ESTRELAS
ALEX ROVIRA E FRANCESC MIRALLES
Lua de Papel
ALEX ROVIRA E FRANCESC MIRALLES
Lua de Papel
Este livrinho, cujo original em espanhol intitulado Un Corazón lleno de Estrellas, de apenas 112 páginas, é o primeiro romance do autor que li em apenas uma hora e meia. Foi uma leitura deliciosa e emocionante, como também uma grande surpresa, porque foi inspirado em fatos reais vividos pelo autor Alex Rovira, cuja história é contada no prólogo, que acabou unindo povos de lugares distantes, mas que estiveram juntos pelo amor através da esperança, que me levou às lágrimas.
O enredo se passa em Selonsville, uma cidadezinha francesa, após a Segunda Guerra Mundial, onde seus habitantes tentam sobreviver depois de cinco anos de sofrimento e, nesse meio tempo, a esperança está prestes a surgir na pele de Michel, um órfão de nove anos, cuja alegria de viver contagia a todos.
Abandonado após o nascimento, além de extrovertido, tinha bom-senso, aconselhava e apaziguava todos os ânimos. Sempre ansiou em ter uma família, mesmo que isso fosse doloroso, mas Erin era muito especial, porque dissipara para sempre a escuridão de sua alma, já que eram inseparáveis e tinham uma forte ligação. Ela nunca suspeitou que este a amasse até entrar em um coma profundo por causas desconhecidas e sua vida está por um fio.
Desesperado e sem perder a fé, ele sai em busca de ajuda para salvá-la, até que encontra Hermínia, uma anciã, que lhe lança um grande desafio:
A partir daí, ele começa a ser noticiado como o “Menino da Tesoura”, o que semeia o pânico nos habitantes, porque suas roupas apareciam retalhadas sem a menor explicação. Entre eles, estavam um carteiro; Antoine Lagrande, um contador aposentado e viúvo há mais de 21 anos; um soldado sobrevivente da guerra, um bombeiro traído, uma dama e seus cães “vagabundos”.
Ao embarcar nessa jornada, o garotinho aprenderá com cada uma dessas pessoas uma grande lição, entre elas:
Será que Michel aprenderá os segredos do coração e conseguirá encontrar os nove tipos de amor, descobrindo a chave para a cura de sua amiguinha Erin? Isso, você só saberá lendo o livro, claro! [risos].
Este livrinho me remeteu aos velhos tempos, porque lembrou-me do livro A Jornada, da Erin E. Moulton, e dos clássicos infanto-juvenis que adorava e que fizeram parte da minha infância e adolescência, mesmo com histórias tristes que terminavam com final feliz, entre eles: O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon, O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry, A Cabeçuda, de Emmy von Rhoden, Os Patins de Prata, de Mary Mapes Dodges, Um Colégio Diferente, da Louisa May Alcott, É Proibido Chorar, de J. M. Simmel, A Princesinha, de Frances Burnett, Sem Família, de Hector Malot, Heidi, de Johanna Spyri.
Emocionei-me com a história de cada personagem, mas a de Pauline e seu filho Paul, o pequeno mestre, que mudou sua forma de ver a vida, mexeu comigo.
Identifiquei-me com todos os tipos de amor, mas um deles foi especial: os livros.
Uma história singela, uma fábula que incute esperança a todos àqueles que perderam a fé no amor, esse sentimento universal e ilimitado que transcende barreiras e nos faz sentir grandiosos em todas as suas dimensões, tornando-nos resistentes às vicissitudes impostas pela vida nas mãos do destino.
Além do enredo em si traz belos poemas e mensagens, entre elas:
Apaixone-se pela vida, ame-a incondicionalmente, conquistando-a constantemente, porque a felicidade está nas coisas simples. Por isso, ame a si mesmo, aos seus amigos, a sua família, aos seus animais, a natureza e todas as coisas preciosas que engloba este dom sublime que Deus nos deu. Por isso, aprenda a valorizá-la em cada momento ao máximo.
Isso me lembrou da canção Milagre da Vida, interpretada por Xuxa. (Quem não se lembra?):
O enredo se passa em Selonsville, uma cidadezinha francesa, após a Segunda Guerra Mundial, onde seus habitantes tentam sobreviver depois de cinco anos de sofrimento e, nesse meio tempo, a esperança está prestes a surgir na pele de Michel, um órfão de nove anos, cuja alegria de viver contagia a todos.
(...) não tinham brinquedos, nem parentes que o visitassem, nem sequer roupas decentes para passear aos domingos. Os dias passavam com monotonia, entre o refeitório gordurento, que fedia a refogado, e o pavilhão habilitado como escola, onde a freira professora os torturava, um dia após o outro, com intermináveis ditados.
Pág. 20
- Isso quer dizer que a Erin não vai acordar? – perguntou Michel com lágrimas nos olhos. - Ela vai... morrer?Pág. 25
Desesperado e sem perder a fé, ele sai em busca de ajuda para salvá-la, até que encontra Hermínia, uma anciã, que lhe lança um grande desafio:
- (...). Você precisa achar em Selonsville nove pessoas que sejam um exemplo de nove tipos diferentes de amor. Para isso você terá dez dias. Mas agora vem o mais difícil: recortará uma estrela da roupa de cada uma delas sem que percebam. Quando tiver os nove retalhos, você trará para mim, e eu tecerei com eles um coração cheio de estrelas para que leve à Erin.Pág. 29
Ao embarcar nessa jornada, o garotinho aprenderá com cada uma dessas pessoas uma grande lição, entre elas:
- (...), nunca se atreva a dizer que não tem família, porque isso é mentira. Há vínculos muito mais poderosos que os de sangue.
Pág. 56
A qualidade de um coração não reside em quanto amor pode dar a alguém, e sim em quantos “alguéns” cabem nesse coração.Pág. 74
Não basta amar, também é preciso dizê-lo.Pág. 81
Será que Michel aprenderá os segredos do coração e conseguirá encontrar os nove tipos de amor, descobrindo a chave para a cura de sua amiguinha Erin? Isso, você só saberá lendo o livro, claro! [risos].
Este livrinho me remeteu aos velhos tempos, porque lembrou-me do livro A Jornada, da Erin E. Moulton, e dos clássicos infanto-juvenis que adorava e que fizeram parte da minha infância e adolescência, mesmo com histórias tristes que terminavam com final feliz, entre eles: O Menino do Dedo Verde, de Maurice Druon, O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry, A Cabeçuda, de Emmy von Rhoden, Os Patins de Prata, de Mary Mapes Dodges, Um Colégio Diferente, da Louisa May Alcott, É Proibido Chorar, de J. M. Simmel, A Princesinha, de Frances Burnett, Sem Família, de Hector Malot, Heidi, de Johanna Spyri.
Emocionei-me com a história de cada personagem, mas a de Pauline e seu filho Paul, o pequeno mestre, que mudou sua forma de ver a vida, mexeu comigo.
Identifiquei-me com todos os tipos de amor, mas um deles foi especial: os livros.
- Não se trata de ler muito, e sim de amar o que lê, que é igual amar as pessoas. Afinal, os livros são escritos por seres humanos, e a maioria fala de outros seres humanos. Portanto, ler é um ato de amor!Pág. 69
Uma história singela, uma fábula que incute esperança a todos àqueles que perderam a fé no amor, esse sentimento universal e ilimitado que transcende barreiras e nos faz sentir grandiosos em todas as suas dimensões, tornando-nos resistentes às vicissitudes impostas pela vida nas mãos do destino.
Além do enredo em si traz belos poemas e mensagens, entre elas:
“Ir sem amor pela vida é
Como ir ao combate sem música,
Como empreender uma viagem sem um livro,
Como ir pelo mar sem uma estrela que nos oriente.”
STENDHAL
Pág. 92
Apaixone-se pela vida, ame-a incondicionalmente, conquistando-a constantemente, porque a felicidade está nas coisas simples. Por isso, ame a si mesmo, aos seus amigos, a sua família, aos seus animais, a natureza e todas as coisas preciosas que engloba este dom sublime que Deus nos deu. Por isso, aprenda a valorizá-la em cada momento ao máximo.
Isso me lembrou da canção Milagre da Vida, interpretada por Xuxa. (Quem não se lembra?):
♪ ♫ (...). O amor nasce no peito / E faz o sonho acontecer / Cada dia que amanhece / É um milagre a renascer. (...). Perguntei o que é milagre / Pr'uma estrela bem distante / Ela disse que é a vida / Que se aprende a cada instante. (...). ♪ ♫
Recomendo essa leitura que é ideal para todas as idades! Garanto que vão se emocionar!
















